sexta-feira, 28 de novembro de 2014


ÚLTIMO DIA DE INSCRIÇÕES E COM MAIS POEMAS CHEGANDO


Poema N°61

 Sou foda

Ó pobre de mim
O que posso fazer
A não ser pensar assim?
“Sou foda, ding din, ding din, ding din” (3x)

 Mc Sou Foda

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 Poema N°62

Deus não. Papai e Mamãe

 “Quando Deus me desenhou, ele tava namorando…”

 Quando Deus me desenhou, nada...
Quem me fez foi papai e mamãe!

 E fez com amor e carinho.
                [Por isso sou assim tão bonitinho]

 E fez com amor e afeto.
               [Por isso sou tão esperto]

 E fez com amor gostoso.
                [Por isso sou tão charmoso]

 E fez com amor e paixão.
                [Por isso sou gostosão]

 E me fez no mato.
                [Por isso sou tão gato]

 Quando Deus me desenhou, nada...
Quem me fez foi papai e mamãe!

 Marurici(nh)o

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 Poema N°63

O que as mães não fazem pelos filhos?

 Espelho, espelho meu...
Existe nesse mundo alguém mais belo do que eu?

- Nãããoo, és o mais belo.

 (Respondeu-lhe a sua mãe por de trás do espelho)

 Grimhilde



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 Poema N°64

 Belo Horizonte

 Gosto de tatear suas esquinas tortas
deslavadas, pornográficas
seus sons etílicos
...de cheiros escandalosos e gostos febris.

 Al Arafat

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 Poema N°65

 Cultura
Somos uma cultura de ejaculação precoce.

 Al Arafat

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Poema N°66

 Geth

Leva uma vida sossegada
bebendo seu Jack Daniels
por louco que pareça
morando num Belo Horizonte
olhando as pernas curvilíneas das moças
terminando as paixões da noite
recomeçando-as na madrugada
naufragando.
Leva uma vida sossegada.

Al Arafat

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Poema N°67

 Uma certa Tal

 tal

moça intrépida da vida esquecida
dos montes grãos finos de areia do mogol.
Tal
tal
vez
vulgar e vulgarmente
mente
espias famelica minha língua
por entre
pequenos e grandes lábios

passeio por entre todos os poros
umedecidos de razão divina.

 quero lhe amar
na curva
da sombra
é você luciferante nua
nua
e
um dia de sombra
duas ou apenas algumas
sombras no meio do fio nua.

 Al Arafat

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 Poema N°68

 Imundo

 a vida podia ser um livro

e é um pedaço sujo de guardanapo
Um romance de escritos ininteligíveis
recolhido em algum boteco imundo.

A Vida podia ser prosa e é uma garrafa torta
tormentosas madrugadas.

A vida podia ser conto e é ressaca de tabaco
e é uma manhã fria, acordando ao lado de uma mulher
absorta por cores televisivas.

A vida podia ser poesia
arte de vida bem vivida
e
é barbárie e fim dos tempos.

Al Arafat

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 Poema N°69

 Luiz Vaz

 o corpo vai direto as profundezas do oceano
procuro náufragos, perco-a na correnteza do Mekong
escavo doidivanas ondas do mar da china
afundo ao fundo, retorno sem ar e palavras de consolo.
viajo por todos os mares, termino vigilante no estreito de Ormuz
a voz ecoa abrupta, estupidamente, direto do minarete, por todo o deserto.
Volto da jornada soturno, os pesadelos ainda estão em Goa.

 Al Arafat


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 Poema N°70

 Tal um grão

 Sou do mundo

da verdade ainda que mentira
e para o que desejar
o que aliviar
qualquer dia por aí... por aqui.

 Montes ou grãos
qual o seu nome para o homem
seu
que quer ser seu em plena meia Lua cheia

 Vagas esperanças, tempestades, luzes que se esvaem
luzes
lumes
quero ser seu
olhos fixos.

 Brilho
Drops
Scare, all power to the people
night.

Ser seu
não
não nos vemos e os sonhos seus.

Por que
queres um caminhão
se o tempo é chuvoso
e não há estradas neste país miserável.

Talvez só ser seu
não veja suficiente
talvez... não lhe baste, tal não me basta.

Tal...
...vez
preciso conhecê-la
ver-te
sentir o cheiro de sua alma
relembrar Lawrence Ferlinghetti
vida sem fim.

Seu
sonhar o mundo ao seu tempo.

Ser seu
é uma abstração como o tudo
conforme a dimensão
quero ser seu.

Cicatrizes
desaparecem.

Palavras
amortecem.

Beijos
apodrecem.

Corpos
adormecem.

Almas
adoecem.

Pessoas
amanhecem.

Quero ser seu
sendo do mundo
acreditando nos imundos.

 Al Arafat


quinta-feira, 27 de novembro de 2014

ATÉ AGORA 60 POEMAS JÁ FORAM INSCRITOS, EM BREVE PUBLICAREMOS MAIS

Poema N°53

Self natalino

Ho! Ho! Ho!
Disse o Papai Noel,
antes de abrir o seu
próprio presente de natal

Klaus

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Poema N°54

Concepção

Agradeço meu pai e minha mãe
por ter
Me
tido.

Catrinha

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Poema N°55

Consumo de nós

obsolescência programada
esse amor
com data pra acabar

Ana Lola

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Poema N°56

Os Piores Poemas

Não precisa fazer esforço
Nem gastar rima pra isso
Depois de Pessoa, e Drummond
Todo poema é lixo.

Antoine Lagies

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Poema N°57

O pior poema

Falei de amor,
Falei da vida
Sem ter amor
E sem ter vida
Achei que fiz poesia
Mas de tão ruim
Nunca nem foi lida.

Antoine Lagies

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Poema N°58

O melhor poema

Está em Drummond
Está em Pessoa
Está em Lispector
Está em Leminski
Está em Coralina
Está em Chaplin
Está em Moraes
Está em Neruda
Está em Meireles
Está em Veloso
Está em Lages
Está em Quintana
Está em Espanca
Está em Alves
Está em Suassuna
Está em Assaré
Está em Russo
Está em Shakespeare
Está em Buarque
Está no sentimento.
Aqui, só ficou o pior poema.

Antoine Lagies

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Poema N°59

Eu Poético

Eu poético
Sou tão ruim de ser
Que esse concurso eclético
Com facilidade hei de vencer.

Antoine Lagies

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Poema N°60

Gatinho do 51

o que seria
da minha vida
se
eu não tivesse perdido
o primeiro ônibus
e não tivesse pegado
o seguinte
estressado
cansado

o que seria
se você não tivesse sentado
ao meu lado
e eu não tivesse puxado
um assunto
sem nem saber
o motivo

o que seria
se você não tivesse engatado
na nossa conversa
boba
que começou tímida
e terminou com um sorriso
safado

nesse dia
rolou
uma sintonia

Conrado Miguel

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FALTANDO UM DIA PARA O FIM DAS INSCRIÇÕES
OS POEMAS ESTÃO FERVENDO

Poema N°46

CHOVE

Chove, chove, chove
Lá fora chove
E ao som de águas
Gotas, perfurantes me atormentam

Chuvas, chove, chuvas
Meu aparelho recebe mensagens como que chuvas
Tormento sem trégua. Solução!
Desligar com um simples botão.

PauloThiago

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Poema N°47

Nao teima com seu probrema.


Eu, pô, é, ti conto um poêma
muito ruim, que da até pena
de quem escreveu.

No entanto quem leu
ficará admirado
com meu eu, eu pô,
eu!

eu me vejo em mim mesmo
no si do ser, sendo,
(que) seria, será, sereno
sou eu no esmo.

Eu, pô, é, ti co-nto um tema
pô, êma...ema ema ema
cada um com seus probrema

pois, tire à tema,
se quer ter o meu,
se já basta o teu,
tema, probrema, poêma.

Ronesle

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Poema N°48

POESIA SEM PUREZA

EU SOU SEM PUREZA
E SEM DELICADEZA
JÁ NÃO SOU VIRGEM
E VIVO EM CONSTANTE CRISE
NÃO SEI MAIS O QUE É VIAGEM
JÁ QUE O DINHEIRO NUNCA SOBRA
MAS SEMPRE FALTA
E FAZ FALTA
EU SOU PROFISSIONAL
MAS ACREDITO QUE JAMAIS SEREI RACIONAL
SOU PROVIDENCIAL
COMO DIZEM POR AÍ:
PAU PRA QUALQUER OBRA
AJUDO A TODOS
E NÃO VEJO UM VINTÉM
SONHO ACORDADA
DURMO APAIXONADA
ACORDO DESESPERADA
LUTO PELO PÃO
COMO UM CÃO
TRABALHO NA CHUVA
E NO SOL
BUSCO
PROCURO
ENCONTRO
MALHO
ENGORDO
MALHO
EMAGREÇO
MALHO
RELAXO
ME DIVERTIDO
ENCONTRO FALSOS AMIGOS
MALHO
SEI DE TUDO
E NÃO ME PREOCUPO COM ABSOLUTAMENTE NADA
SEMPRE QUE ME IRRITAM
JOGO O LIXO FORA
E CORRO PRA FORA
AMO
VIVO
E ME APAIXONO CADA DIA MAIS

(MARIPOSA APAIXONADA DE GUADALUPE)

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Poema N°49

CANTE

Se está triste, cante,
Se está alegre, cante,
Os pássaros cantam,
O vento canta,
As águas dos rios e mares cantam,
Então, vamos, vamos todos cantar e encantar os nossos corações.

Queiroz


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Poema N°50

VIDA

Essa vida maldita e bendita
Essa vida que vira e revira
Essa bendita vida que é vivida
Essa vida que é sofrida mais vivida
Essa vida, maldita, bendita, sofrida vivida
Mais essa, essa sim é a minha vida.

Queiroz

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Poema N°51

 ECO

Egoooo
Egoo-o-o
Egoo-o
Ego-o
Eo-o
E-o
Eo
Eu

Id-Amin

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Poema N°52

Como Ser Eu?

Tenho tantos alter egos
Mas tantos alter egos, que me esqueci do ego original.
E fiquei à margem de mim mesmo.

Marco, o original

domingo, 23 de novembro de 2014

NA ULTIMA SEMANA PARA AS INCRIÇÕES, OS POEMAS NÃO PARAM DE CHEGAR

Poema N°41

Liberdade

Foda-se os padrões,
Foda-se o caralho.
Eu quero é dormir
Nesta cama de orvalho.

Fidirico fi di Fidirco

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Poema N°42

Arrogância


Quanta ignorância.
A que ponto chegou
a intolerância!

Fidirico fi di Fidirco

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Poema N°43

PERDIDA


Já sei coisa demais nessa vida....
Não preciso conhecer todos os caminhos.
Desconhecer é uma forma de permitir que o outro te conduza.
Então me dê o braço, me dê a mão, um abraço ou uma carona.
Me mostre o caminho... mas venha comigo!

Conceição Raquel

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Poema N°44

TODA HORA


Senti uma vontade imensa de ter você em meus braços.
Beijar sua boca, tocar sua pele.
Isso não me era permitido.
Compromisso, deveres, sociedade, trabalho, tempo, estudos.
Existiam obstáculos demais.
Mas você quis e eu também
E vivemos uma coisa doida... forte.
Cheias de suspiros e de fome.
Cheias de vontade e de sono.
Cheia de sexo e poesia.
Na noite. Que poderia esconder dois corpos negros que se desejavam além das convenções sociais. Que se conheciam e se desfrutavam. Que aguçava o outro só por existir.
Que tinha no ritmo e na dança, no sorriso e nas pernas a grande diversão... inversão... invenção... profissão.
Que tinha no abraço a súplica, no beijo a promessa e em lugares obscuros a concretização do que se desejava a anos.
Companhia cumplicidade ideias em comum. Vidas opostas... outros sujeitos... outras histórias... trajetórias divergentes... e nosso tempo... passou....
Passou e carregou consigo minha coragem.
Passou e carregou consigo a sua determinação.
Mas deixou dentro de mim um gosto bom.
Meu medo não quer mais permitir.
E você aceita, concorda... respeita?
E eu repito prá mim que não posso prá evitar ter coragem... evitar querer novamente.
E você (prá me matar, quebrar o que me resta de sensatez, estraçalhar meu bom senso) se promete meu quando eu quiser. Toda hora.
Na cabeça o respeito. Um vazio no peito. E na boca a vontade de dizer “aceito!”

Conceição Raquel

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Poema N°45

O Uirapuru

O amor...
Bicho estranho louco desvairado,
Se finge de santo mas é puro pecado.
Se esconde no meio do mato,
Olha, assunta e muda a forma - formato.
Você corre, o cerca.
Ele pula, voa e as vezes parece ri.
Mas agente incansável corre de novo, pula com o racional envolto - entorno de nós e nada.
Fico escondido num canto a espreita e ele me bica por trás e me faz sentir essa cruel dor.
Sento e desanimo
E a navalha com seu fio fica enterrado na alma.
Foi-se embora a astúcia.
E esse bicho estranho que achei que já era extinto existiu
Como um Uirapuru
O bicho do céu azul que canta
No mato para que o resto se cale
E deixe que as plantas do mato exale seu perfume.
Mas ainda fico na espreita a procura-lo...

Scapino

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

MAIS ALGUNS POEMAS QUE CHEGARAM 

Poema N°36

EU LHE DAREI O CÉU MEU BEM

Quando eu nasci,
Deus soprou no meu ouvido
Vá meu filho
E  me represente
Me divulgue,
Sempre
Em todas as ocasiões
Mesmo quando estiver escovando os dentes
Com uma pasta nova
Ou quando
Estrear uma roupa de  cama.
E deitado sobre os travesseiros
Sorrir de felicidade
Registre no seu face book
Cada minuto de seu dia
Lembre-se
Você está me representando
Nada é  desimportante para  o escolhido
Sua função
É manter sua imagem
Onipresente
Lembre-se
Sua imagem
É a minha imagem
Abra mão de sua privacidade.
Esqueça que
O primeiro encontro com a  amada
Possa acontecer  entre quatro paredes
Ou num barzinho de periferia
Que ninguém  freqüenta
E quando nascer
O primeiro dente
De seu primeiro filho
Divulgue meu neto
Rindo, chorando
Não importa
E também
Seus primeiros passinhos,
E aquela festinha de comemoração
Porque ele
Parou de usar fraldas
Tudo será motivo
Para uma divulgação
Até mesmo  um dia de faxina
Quando a esposa estiver viajando
E você como bom marido
Vassoura na mão
E pano de chão
Quiser lhe fazer uma surpresa
Faça isto
Meu filho
E como prêmio
Eu lhe darei o céu
Meu bem
E o meu amor
Também
                     
Roberto Carlos

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Poema N°37

Gente reciclada

Segui no tempo, fui vã
No retorno me entreguei
Como chuva temporã
Na rua desaguei

Me fiz enxurrada turva
Absorvi muitos entulhos
Fui lixo na curva
Cacos em embrulhos

Pelas entranhas do submundo
Tornei-me parasita no imundo
Senti a carne em sangue vivo
Provei do fogo quente do crivo

Bebi o amargo das dores
Regurgitei micróbios em flores
Passei pela máquina da transformação
Estava no caminho da superação

Trouxe da natureza a humildade
Feito parafuso em aperto e regulagem
Recebi o selo de sustentabilidade
Da vida sou peça de reciclagem

Savana

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Poema N°38


Às vezes a tristeza é poesia
Versos nem sempre são feitos de alegria
A tristeza nos dá o efeito das sombras
Uma bela fotografia não se faz só de luz
Como o chão com alfombras
Ou o mártir e a cruz

Savana

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Poema N°39


animal dentro do homem é bicho
homem dentro do animal é fera
lobo em pele de cordeiro
cordeiro em pelo de onça
animal dentro do homem se solta sem avisos
homem dentro do animal se aprisiona na rigidez da pele
homem é bicho fera
fera é bicho homem
tanto faz, enfim
bicho ou homem
em pelo ou pele
são feras sim

Savana

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Poema N°40

ASSASSINOS DO PRESENTE

Em cada fio de faca
pesada de solidão,
em cada dente do pente
que resvala em teus cabelos
somos assassinos do presente.

Matamos a raiz, hereditária
na construção genética.
Sorrimos ao matar.
Gargalhamos no cair ao chão
um corpo frívolo e casto.
Matamos ao seguir em frente.
Ao badalo do sino
da Matriz.
Somos assassinos do presente.

Ladrões do passado,
covardes do futuro.
Cadáveres do tempo, presos
à ampulheta verdejante
de corpos gastos, que caem e serpenteiam
como o pente.
Matamos o homem, a mente,
o corpo, o tempo, a cor indiferente ao corte.
Somos assassinos do presente.

Matamos o vácuo ordinário e frio
de grau, degrau, degradante.
Se caímos ao subir? Persistir ? Matar?
Com que arma? Com que voz?
Sim! Não! …. não, sim !
São gritos alucinantes, cobertos de
nostalgia num olho demente.
Somos assassinos do presente.

Combato o diafragma.
Dia..
Fraga..
Mar...
Descemos nas descargas do momento
com a podridão entre as narinas.
Meninas? Meninos!
Mas que belo rebanho de gente.
Mas que belo par de dentes,
prontos, a espera de mistificar
ou talvez arrancar.
Entre as paisagens frescas e neutras
um belo rebanho de gente
Matamos ! Porquê ?
- Somos assassinos do presente.
Basta !!!!

À fúria bestial do ser ausente
prefiro a saudade à presença.
- Que tal presente ?
“ Nem nunca o cavalo de Tróia
cavalgo a esmo”, matamo-lo
madeira à pedra jogada entre
parênteses.
Grito com a maior força dos deuses,
dos ordinários, dos vis, dos monstros,
dos covardes, dos mortos, dos descrentes,
das feras, das vulgas, das castas.
“ Somos assassinos do presente”

- BASTA !!


Menotti


quarta-feira, 19 de novembro de 2014

NOVOS POEMAS CHEGAM TODOS OS DIAS

Poema Nº21

SENTIMENTALISMO LOUCO

Tu, que miras a lua alva no espaço
A tristeza é tua nova oração
Casas variáveis, portões em trinco
Tu , eles, criaturas predestinada
Uma a uma, se engalfinham passo a passo
O tudo se esvai, fica a desilusão.
Existe mesmo o amor?



Vamos pelas ruas às cegas, tu, eu.
Vê! A vida nos trai, cruel.
A estrela remota, eterna e fria
Pedaço de cosmo, colada ao céu!
Suave cantiga traz consigo a dor
De uma ilusão fétida, esguia.
Existe mesmo o amor?



Cala-te! As bocas silenciam, até eu me apago
Esvai tuas lágrimas dentro do mundo,
No azul celeste, no eterno vago.
Planta dentro de si o adorar da vida,
Fuja do raso lodo profundo,
Grita no mesmo brado
Siga em frente a vereda batida,
Mas, siga sempre... ao meu lado.

Menotti

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Poema Nº22

" Andarilho"

“ Não se apaixone por mim !
De onde vim não tem como voltar. Na minha bagagem trago, sonhos, noite e luar. De onde vim não existe partida, não existe chegada, não existe caminhos pra caminhar. A lua trago comigo pra te iluminar, a noite pra se apaixonar. E as lembranças... ora, para que as lembranças? Se de onde venho eu não as tenho! Trago um alforje da lembrança vazio, sem prata nem festim. Por isso, peço.. não se apaixone por mim!
De onde vim, nada se vê, a bruma de forma abrupta meandra o mar; não há brisa, as sôfregas dunas devoram o meu paladar; não há esperança , a terra incinera o meu caminhar. A vida é assim ! Mas não se apaixone por mim !
De onde vim , meu castelo onírico - porto de partida, ponte de chegada- soçobrou. As lágrimas que perpetuaram a cor dos meus olhos secaram-se à penumbra que as cortejou Por isso sempre me pergunto “ Pra onde vou ?” Trago na boca mil palavras não ditas e na mente mil frases nunca escritas. Mesmo me enfeitiçando com sua fragrância de jasmim. Eu insisto que não se apaixone por mim !
De onde vim, deixei beijos no vácuo que se fundiram com as gotas da chuva e agora correm num rio qualquer. Minhas palavras, mesmo abstratas, se esvaíram num subterrâneo, e degredado pela boca cerrada não pude mais gritar. Carente de vocábulos, o silencio é reinante na garganta sedenta de sons como de água. Mudo, tenho um caminho a trilhar. Inda que silente meu flautim. Eu sussurro.. não se apaixone por mim.
Meus passos têm como sombra o limite da partida. Quanto mais longa a caminhada, mais tempo para sonhar ! De onde vim, a coletânea da minha vida são paginas perdidas , sem grafia, sem tema, arrancadas à fórceps e tal qual fole de uma forja, expira o vento norte apagando a chama da esperança e deixando acesa e ardente o veredito; desertor ! Neste sonhos que se perderam num céu carmim, eu imploro... não se apaixone por mim !
Devo deixar meu corpo descansar no agora tendo como alento, a sua presença; devo deixar minha alma resfolgar e minha fadiga jazer à seu sorriso. Sossego minha bagagem à teus pés como presente do andarilho que sou e deixo você refletir por si, se me recebe de onde vim, se me acolhe por onde vim, se abriga por parco e diminuto período um futuro equidistante por vir. Dorida constatação, vou logo proferindo se fizeres assim: Não ! Em nenhuma hipótese se apaixone por mim !
No meu embornal trago fatias de poesias embrulhadas em jornal, despi-las agora seria motivo para ficar, e de onde venho o “ ficar” não se conjuga... portanto souandarilho. De onde vim, você não existe... assim, constristado, resolvi fugir. Já os poemas deixo-te em regalo, pelo minuto frente a ti.
Minha caminhada nunca terá fim, porquanto eu pergunto:
- Porquê se apaixonar por mim ?

Menotti

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Poema Nº23

A Mancha

Hoje eu vi uma sombra.
Não tinha forma nem rosto
era apenas uma sombra.
Me assustei
tremendamente.
Poderia
afinal
ser a morte chegando
Cedo, tão cedo!
ou talvez tarde demais.
Mas não farei
metáforas
nem comparações
Pois
queria mesmo que fosse você
sorrateiro
se esgueirando pela porta dos fundos
me dizendo para
acreditar
na minha miopia
nosso amor pode sim ter um final feliz.
No fim das contas
afinal
era apenas
uma mancha em meus óculos de grau.

kami

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Poema Nº24

autenticidade amada

autenticidade amada
quem pergunta as suas perguntas
quem move o seu movimento
quem domina o seu domínio
quem escreve os seus escritos
quem decide as suas decisões
quem sonha os seus sonhos
quem escolhe as suas escolhas
quem sente seus sentimentos
quem controla o seu controle
quem força a sua força
e engana os seus enganos
e trapaça suas trapaças
e mente as suas verdades
e crê em suas mentiras
é você?
ou você não sabe?
quem

kami

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Poema N°25

Inveja doentia
Deus!
Deus meu!
Porque ele?
E não eu?

Orfeu

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Poema N°26

Como ela é burra!
Ela é completamente doida.
Imaginem vocês
Que  esta infeliz  
Teve a coragem
De me descartar
Sem mais nem menos.
Como se eu fosse um qualquer.
Por mim,
Tudo bem.
Eu me viro.
Mas será que ela  pensa que me substitui assim,
Tão facilmente?
Que ilusão!!
Ela é muito burra,
Ah! Isto ela é!
Burra mesmo.
Diógenes


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Poema N°27

"poemeupoético"


Meu mundo GIRAMUNDO, MULTIMÉDIA, revira, dá voltas e a justiça atropela os ERRRRRROS e acréscimos de ZEROOOOOOOOS - ,00 - são só dois zeros, não valem nada. Uma vírgula fora do lugar, nada de mais!
Hoje me sinto como um personagem de KAFKA -   qualificado nos autos, propôs a presente ação em face da UNIÃO FEDERAL - http://www.jusbrasil.com.br/diarios/34289851/trf-3-judicial-i-capital-sp-09-02-2012-pg-205 ...MAS,
"Condeno a parte autora ao pagamento das custas processuais e dos honorários advocatícios que fixo em 10% sobre o valor atualizado atribuído à causa" - R$ 72.517.698,00 ......(PRONAC 0510065).................. o Ministério da Cultura alterou o valor para R$ 72.517.698,00.
condenado
O SISTEMA APENAS IGNORA.
o motivo de constar no SALlCNET, nas informações referentes aos valores demonstrados na páginas de INCENTIVADOR - MECENATO valores abaixo do demonstrado na página do projeto e (6) quais as relações dos projetos aprovados pela CNIC - Comissão Nacional de Incentivo a Cultura, e pelo CFNC - Comissão do Fundo Nacional de Cultura, do Ministério da Cultura, em todas as ATAS do ano de 2006, enviadas ao TCU .

O SISTEMA NÃO REAGE.
"Cidadão solicita que a CGU informe se (1) a mudança de vírgula em valores lançados em informações sobre os projetos culturais registrados no PRONAC, é uma prática comum do Ministério da Cultura.

O SISTEMA ....ARQUIVA.
Cidadão solicita informações da Casa Civil da PR sobre a prestação de contas realizada ao TCU referente aos projetos aprovados pelo Ministério da Cultura e inseridos no Salicnet  - PRONAC nºs: 055161,006848,066433,066242,066201,086771.
E o de minha autoria -  PRONAC 0510065 ???????

MUITO EMBORA...O SISTEMA CALA
pois:
TEM TAMBÉM --------" O CARNAVAL DE NOVA IGUAÇÚ" - 0510066 - R$208 MIILHÕES. 1 pronac depois e 2 zeros a mais - normal.
é, no brazil....tudo vira carnaval.

Enquanto  isto, meu o mundo continuou girando:

Numa visão diferenciada ou em outra dimensão vira uma grande bola -

No meu mundo, ainda existem compensações e poesias no fundo mar, que se transformam em PÉROLAS:

que faz deste haikai - um poeminha besta!

Verão, mariscos no mundo virar
um minusculo grão de areia
em uma pérola no ar.



NA VERTIGEM MARÍTIMA de pesquisador - observador de bordo na análise de
minha Biota Neotropica da pesca demersal de profundidade e os bancos de corais azooxantelados do sul do Brasil - http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1676-06032009000200003 ancorou-se. Alçando voo
em 100 anos do 14 BIS - http://baloesdesantosdumont.blogspot.com.br/ - o MCT, ANAC, ABAAC, ABCAER, ABRAER, UFMG, UNIFEI, UNB, AEB, ARPDF, a COM14bis e o Ministério da Defesa no portaltransparencia.gov.br/PortalComprasDiretasOEFavorecidoED.asp?Ano=2006&Valor=93782690723656&CodigoOS=52000&NomeOS=MINISTERIO%20DA%20DEFESA&ValorOS=3399245201112&CodigoOrgao=52201&NomeOrgao=AGENCIA%20NACIONAL%20DE%20AVIACAO%20CIVIL&ValorOrgao=1020039438&CodigoUG=523001&NomeUG=AGENCIA%20NACIONAL%20DE%20AVIACAO%20CIVIL&ValorUG=1020039438&CodigoGD=3&NomeGD=Outras%20Despesas%20Correntes&CodigoED=36&NomeED=Outros%20Servi%C3%83%C2%A7os%20de%20Terceiros%20-%20Pessoa%20F%C3%83%C2%ADsica&ValorED=750000&Ordem=1 fez de Brasília capital aérea - num resgate histórico de 50 anos,  com o BALÃOBRASILAEROESPACIAL para que limpemoespaco.blogspot.com.br/  prestigiando os 300 anos de Bartolomeu.


Meu eu poético
em vista a ausência de elementos que indiquem a prática de conduta antiética por autoridade submetida ao Código de Conduta da Alta Administração Federal. O colegiado acompanhou o voto do Relator, por unanimidade. http://www4.planalto.gov.br/cep_reunioes/atas/reunioes-de-2013/02-10-2013

NESTE PLANETA TERRA, minha pequena BIOGRAFIA,

tem que se conformar neste Espetáculo "Bê-a-bá BRASIL"  
DECIFRA-ME QUE EU TE DEVORO
num DOMINGO DE SOL

en QUANTUM

A ACUSAÇÃO...

IN-DISGESTÃO.
"Happy birthday to you."

BELAMERDAMEAPRONTARAMeestámefazendoviverabienaldospiorespoemasdestaterra.

Que tal tomarmos um KAFÉ-K?



KAFKarlos

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Poema N°28

MAIS UM SELFIE
Hoje acordei muito cedo
Com cara de sono.
Me olhei no espelho.
Estava esquisito
Tão esquisito que
Me estranhei.
Tirei um selfie
Depois
Fui tomar café
Abri  a geladeira.
Nada para comer!
Que droga!
Tirei um selfie teatral
Com uma  careta de fome  e a mão no estômago
Na frente  da  geladeira , aberta
Claro, pra comprovar que  ela estava vazia.
Quando ia sair  para o trabalho.
Em jejum
Começou a chover
Cadê meu guarda-chuva?
Que merda
Ficou na casa  da Lelé!
Coloquei  um saco de plástico na cabeça
Me olhei no espelho
Credo!
Fiquei com cara de monstro
Estou tão horrível!
Mereço uma foto.
Outro Seflie
Cheguei atrasado no trabalho
Meu chefe me esperava
E me chamou para uma conversa
Que porra é esta  ?!
Pela  quinta vez  vc chega atrasado no trabalho
Foi a chuva
Respondi.
Tocou o telefone
Meu chefe  atendeu e
De repente ficou alegre!
Abriu aquele sorriso
Olá ,meu caro quanto tempo!!!
Era assim com os clientes  poderosos
Sempre tão solicito!
O que mais me irritou
Foi aquela gargalhada  escandalosa que ele deu
Mostrando os dentes
Que babaca!!!
Sai batendo a porta
Chegando em casa de volta
Escrevi com letras vermelhas em uma placa branca
Saí do emprego
Alguém  aí  tem um vaga para  serviços gerais?
Deitei no chão e
Com a placa em cima de minha barriga
Tirei  mais um selfie

(Alfredo Balena)

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Poema N°29

O Sósia

Claro que não fui eu
Dar um fora destes?
Eu não sou burro.
Foi aquele pilantra
Que confundem comigo, como se isto fosse possível.
Ele tenta me imitar
Copia minhas roupas meu corte de cabelo
Fala as mesmas gírias que eu
Freqüenta os mesmos lugares
E até  paquera as mesmas gatinhas
Alguns até  o confundem  comigo
Até o momento que se dão conta  de quem é quem, e então...
É aquele decepção!

                                  (Jhon Malcovith)

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Poema N°30

Eu

Eu e meu amor por mim
Eu e meu amor por
Eu e meu amor
Eu e meu
Eu e
Eu
Ue?
Eu?
Ue?
Sou eu Amor
Sou eu
Sou
Eu sou
Amor
Sou eu

Amor
Sou eu sou
E você?
Ser ou não ser?
Sou
Eu
Ue?
Eu amo você
Se você sou eu
Eu amo eu?
ue?
Eu me amo!
Eu me amo?
Eu?
Eu!
Não!
Eu amo você
Eu amo
Eu
Eu?
Eu!
Eu e você
Você e eu
Você e
Você
E eu?

Amora

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Poema N°31

Minhocário

Minhoca gosta de terra
O quê que elas estão fazendo na minha cabeça, então?
Queria mesmo era ter a fertilidade da terra
depois que as minhocas passam por lá.
Comigo, estou tentando a dobrada respiração
que me ensinaram a praticar
Oxigenar o cérebro pra ver se transformo os grilos
em formosos pés de brócolis!!

Juliette Adler

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Poema N°32

Myselfie

Eu já não ouço mais: "Olha o passarinho!"
Eu agora, só tiro fotos assim:
Sozinho.

Lúcifer

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Poema N°33

Personagem

Eu e você,
A quem desconheço
Somos versos sem rima.
Você, desencontro
A quem invento para as horas solitárias.
Descompasso de arabescos e idílios.
Sob o véu do devotamento,
Criei olhos plácidos
Que me convidam
A uma orbe sem nome.
A você,
Que ainda não está aqui.

Mayana Descheveux

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Poema N°34

Quantum

Há de haver uma verdade
Maior, mais crua
Escondida na poeira
Do meu paralizante tédio.
Inércia tóxica e flatulenta
Dá-me a mortífera sensação
De sangue e vida e tempo
Escoarem das veias de meus braços.
Se a mente e o corpo
Estão juntos, separadamente,
É o descompasso deles,
A minha semente.

Mayana Descheveux

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Poema N°35

Mnemosyne e a câmara mortuária
Carrego os despojos
De todas as máscaras usadas,
Impressões mentais de outras carcaças.
Hoje sou a reunião
De todos os desenganos e algumas ilusões:
Pairo sobre deveres, plantando vento.
A resignação de cada dia
Dista-me de infrutífero colapso.
Segure-se, seguro-me
Nas ferragens internas,
Frágeis convicções.
Etílicas e lunares,
Poeira do cansaço.
A dor é o que me torna humana,
Sob controversos pilares
[Sonho & Teimosia]
Ex-isto.


Mayana Descheveux